Uma epidemia de príncipes, criados a leite com pera

“É um moleque”. É o que eu mais tenho ouvido ultimamente. E, infelizmente, as opiniões não são apenas boatos. Ele é de fato um moleque. Não só ele, como muitos que eu e outras mulheres temos encontrado por aí. A idade, nesse caso, é apenas acessório de decoração. Não importa que tenham acabado de sair da faculdade, ou que já tenham mais de 30 anos, emprego fixo e carro na garagem. Ainda assim, continuam moleques.

Não falta homem, mas sim, atitude de homem. É difícil não encontrar somente aqueles criados a “leite com pera”. Que parecem sempre estar perdidos, nunca sabem para onde vão e nem de onde vieram. O histórico de vivências serve apenas para justificar atitudes infantis e imaturas. “Ah, não devia ter te envolvido nessa”. “O problema é comigo, que não consigo lidar com os relacionamentos do passado”. “Você não tem culpa, eu é que não sei como resolver meus problemas”.

São os primeiros a se fazerem de vítima em qualquer situação. Não assumem atitudes e claro, muito menos problemas. Usam deles apenas como justificativa para o que não sabem como justificar. Como diz minha sábia irmã, são os chamados “bostões”, incapazes de assumir as rédeas da própria vida. É incrível, pois, ultimamente, eles parecem se dissipar. Multiplicam-se como vírus. O que deveria ser exceção, infelizmente, torna-se regra.

Os caras possuem inúmeras faculdades e especializações, têm o papo interessante, mas atitude mesmo só se faz presente no jogo da conquista. Fora isso, parecem ainda estar presos à barra da saia da mãe. Adoram estar no controle de toda e qualquer situação, no entanto, preferem deixar que as coisas se resolvam sozinhas e, melhor ainda, que as mulheres as resolvam.

Ou então, diante de tamanhas responsabilidades, preferem ficar em casa, jogando videogame o dia todo, enquanto a vida acontece lá fora. E olha, que já passaram da adolescência há no mínimo uns 15 anos. Utilizam-se da desculpa de que homem demora mais para amadurecer, para assim, eternizar a infantilidade. Em contrapartida, enquanto alguns homens parecem retroceder, as mulheres tornam-se cada vez mais independentes e seguras de si. Utilizam-se de suas experiências e intuições para identificar os tais “leites com pera” e deles passarem longe.

Afinal, os papéis parecem ter se invertido. Enquanto elas abandonaram o sapatinho de cristal para correr atrás do que desejam, eles tornaram-se os príncipes, a esperar que fadas madrinhas realizem os seus desejos. Triste realidade.

Não aceite metades de homens por aí. Leia mais aqui.

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6 Comentários

    1. Isabela Nicastro says

      Exatamente Rayssa!
      E não seremos nós a ter que suportam tanta incoerência, não é mesmo?

      Que bom que gostou do texto! Continue acompanhando o Sem Travas na Língua por aqui e pela fanpage!
      Beijo grande!

      1. Rayssa M. says

        Sem dúvidas estarei acompanhando.
        Principalmente toda Capri, ama uma boa história!
        Principalmente se forem um desabafo!
        Sucesso!

      2. TYRZÁ says

        to adorando os seus posts,são maduros,com uma linguagem coloquial de fácil acesso,são gostosos,e tem certos sights que fazem pensar e mudar de opinião e atitude;por que falo assim?pois acho que voce bem que poderia ter um cantinho nestas revistas de adolescentes,estas que vendem na banca e so trazem abobrinhas,assim,ao lë-la,as adolescentes poderiam pensar melhor evoce,com certeza,ajudaria muito outras metades,outras perdidas e abandonadas,a se encontrarem em si e nunca no outro,pois bem falado,somo completas e não precisamos de metades,e aprendi:somar é mais fácil que dividir,essa não esqueço mais,BEIJOS,ADORO VOCË!!!!!!!!!!!!!!!!!

        1. Isabela Nicastro says

          Tyrzá, que bom que você gostou!
          Fico muito feliz com esse carinho todo! O objetivo do Sem Travas na Língua é justamente esse: ajudar quem precisa ser ajudado, através da partilha dos meu sentimentos.
          Continue sempre por aqui!
          Conto com você <3
          beijo grande!

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