Durante jogo da discórdia promovido no Big Brother Brasil 2022 na segunda-feira, 07/02, já no apagar das luzes, depois de muita treta protagonizada por Eli, Jade, Arthur e Gustavo, na última rodada do jogo, Lina chama DG para o "palco da incoerência" (dinâmica proposta no jogo dessa noite) e então desenvolve seu discurso.
Com base em uma frase que ouviu de DG em festa com piscina liberada e em suas observações durante os dias de confinamento, ela conclui que está se instaurando uma união de machos no BBB 22, para eliminar as mulheres e quem mais não estiver ao lado deles.
No próprio jogo, quando teve a chance de responder DG, explicou sobre a frase, falando tratar-se de uma brincadeira, onde ele viu oito pessoas dentro da piscina e falou que faltava apenas duas para fechar o top dez, mas que isso ara apenas uma brincadeira com o número de pessoas que estavam na piscina, uma vez que nela haviam pessoas que ele sequer cogitaria estarem no seu desejo de top dez ideal para o BBB 22.
Bom, mas Lina questionou e você talvez também esteja se perguntando, mas quanto a acusação dos homens daquele grupo sobre haver um grupo de proteção e eles mesmos terem formado um grupo só com homens, que vem atacando e eliminando as mulheres do outro grupo? Não é incoerência, ou hipocrisia (acusam e fazem o mesmo)? E por que só homens nesse grupo?
Lina descortinou uma aliança machista crescendo, tomando forma e ganhando força dentro do BBB 22? Ou será que o faro dela, de tanto procurar causas para militar e denunciar (vide Lumena do BBB 21), viu uma sombra, achou que era um "macho escroto", e quando percebeu, estava protestando contra uma camisa num cabide, ou seja, se enganou?
Para entendermos isso, vamos seguir a mesma lógica que a maioria do Brasil tem seguido para proteger Arthur nos paredões (apesar de seus erros no passado). Arthur vem sendo preferido pelo público por ser coerente e seguir uma linha reta de raciocínio, além de saber expor seu raciocínio muito bem quando necessário. Então, vamos nós raciocinar também.
Essa tal "grupo dos homens" se iniciou, na verdade, com a amizade de Scooby e DG, por fim, PA também se juntou a eles, o próprio Arthur, atualmente queridinho do público, que hoje tem fortemente uma torcida para que esse grupo una-se e se fortaleça até a final, era preterido por estes amigos no começo, o que indica que a prerrogativa não era "ser homem" para poder "entrar" no grupo, mas sim amizade e afinidades, eles nem se tratavam ou se viam como grupo até poucos dias atrás.
Em contrapartida, o grupo do quarto Lollipop é formado predominantemente por mulheres, com elas no comando, sendo bem mais ardilosas e calculistas nas estratégias, conseguindo quase sempre mandar seus alvos para o paredão, mas daí tá tudo bem, mulheres podem fazer essas, agora, se homens fizerem é machismo, correto? Porém, mesmo que fosse (e quem acompanha o programa sabe que NÃO foi), um grupo formado somente para se defender do grupo Lollipop, qual seria o problema, elas não estão de fato votando neles? Mas não foi o que houve, começou a se fortalecer um grupo pela amizade e afinidade, Gustavo e Arthur se aproximaram um pouco mais desse grupo de amizade, que só começou a se movimentar mais num sentido estratégico comum, quando DG se viu quase "emparedado" no paredão em que Larissa saiu, sendo salvo pela ação dos seus amigos, Scooby com voto valendo dois e PA líder, desempatando a votação em seu favor.
É natural que mulheres se unam, por conta de terem mais assuntos e necessidades em comum, o mesmo ocorrem com homens, eles tem gostos e assuntos parecidos, logo é natural a amizades fluir mais facilmente entre pessoas de mesma orientação sexual, isso, por si só, não é machismo, ou qualquer outro "ismo", se tornaria machismo se eles se achassem melhores que as mulheres, tomassem para si algum tipo de poder e as excluíssem, ou praticassem qualquer atitude sexista, mas isso não ocorreu. Cabe até analisar que se Jade não tivesse escolhido ser protagonista do outro grupo, pela amizade que Scooby, PA e DG tinham por ela, e o próprio Arthur gostava dela antes dela tê-lo indicado ao paredão, ela, provavelmente estaria nesse grupo de amizade com eles.
Como assunto do jogo era coerência, é interessante fazermos uma auto-análise quando nos sentimos tentados a abraçar essas narrativas, vermos se estamos sendo coerentes, e isso aplicado as nossas opiniões no BBB seia, por exemplo, ver se estamos tentados a dar vasão ao discurso de Lina, mas se ficamos quietos quando Nathalia, nas primeiras semanas, saiu aos quatro ventos dizendo que os homens do BBB 22 eram frouxos porque ninguém quis ficar com ela e vemos problema no grupo de amizade, imagina se um homem sai fazendo como Nathalia, ofendendo as mulheres porque nenhuma quis ficar com ele? Na edição anterior Karol Conká abraçou, assediou, tocou no Rodrigo, claramente contra a vontade dele, você falou alguma coisa? Agora, se um homem fizesse isso com uma mulher? Para finalizar as comparações nesse exame de coerência, no BBB 20, as mulheres formaram um grupo forte, com direito a fada sensata, sororidade e tudo mais, algo bem focado no gênero mesmo, eliminando homens, um por um, sobrando poucos nas semanas seguintes, você achou ruim? Reclamou, achou ser algo sexista? Bom, se em todos esses casos você não notou nada de errado e tá super afim de engajar nessa narrativa de machismo da Lina, você está super na tendência da modernidade, está surfando na onda do progressismo, mas tem uma coisa que você não está, não está sendo coerente.
Ah, mas grupos que sofreram no passado estão liberados para serem mais agressivos agora, é compensação. Ok, quando eu era criança um senhor de descendência asiática me deu um tapão, foi numa banca, ele achou que eu tinha tentado roubar uma revista que eu estava apenas olhando, foi forte, doeu, eu fiquei tão surpreso que até demorei uns segundos para processar a dor e começar a chorar, mas enfim, agora eu cresci, e segundo esse raciocínio de compensação, agora estou livre para sair esbofeteando cada pessoa de descendência asiática que eu ver, correto?
Por fim, creio que tenha deixado claro que a união desses homens no BBB 22 não se trate de um ato machista, mas apenas uma aproximação natural. E a Lina, como uma boa caçadora de pelo em ovo, porém, que sabe a força que esse tipo de narrativa tem, tentou emplacar essa para criar antipatia do público por esse grupo, assim como acorre atualmente com o quarto Lollipop.
Bom, foi isso que enxerguei nessa situação, posso estar errado e ter deixado de notar algum aspecto, caso queira fazer enfatizar algo diferente, sinta-se livre para comentar.
Redação Sem Travas Na Língua | 10/03/2022 05:59
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